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Data de publicação: 12/02/2021



Adaptação à Nova Realidade: Terapia Ocupacional e Covid-19

A recente Pandemia provocada pelo SARS-CoV-2 tem comprometido o esforço de todas as classes profissionais que se encontram na linha da frente a lidar com a Covid-19, contribuindo com todos os seus esforços diante das exigências e complexidades impostas pelo momento vivido.

A Terapia Ocupacional é uma profissão da área da saúde que intervém em todas as faixas etárias e em diversos contextos. Apresenta, por meio das suas ações, promover a saúde e bem-estar, ao longo da vida do indivíduo, seja ele portador de alterações no desempenho devido a atrasos no desenvolvimento, lesões músculo-esqueléticas, lesões neurológicas ou alterações do foro mental. A mesma, permite o máximo de envolvimento do indivíduo na reorganização das suas atividades da vida diária de forma a abordar diversos aspetos, sejam físicos, cognitivos, psicossociais e/ou sensoriais. A sua intervenção pretende avaliar o indivíduo, de modo a identificar as alterações existentes.

Durante a pandemia da Covid-19 muitos terapeutas ocupacionais continuam em funções, a proporcionar e potenciar qualidade de vida a quem mais necessita, no entanto, outros encontram-se impedidos de o realizar através do contato físico. Face a esta situação, surgiu a necessidade de adaptar a forma como trabalham, enfrentando novos desafios e utilizando uma das suas maiores competências, a criatividade. Foi necessário avaliar as capacidades dos utentes e dos cuidadores, a fim de utilizarem meios alternativos à comunicação com o terapeuta, tais como vídeo chamadas, chats ou telemóvel.

Tem sido observado que o distanciamento e isolamento social e a privação das rotinas diárias provocam alterações no desempenho ocupacional e apresentam consequências, tais como: ansiedade, sintomas depressivos, ausência do uso significativo do tempo, perda de autoestima e autoeficácia. Perante estas situações, é importante o auxílio do terapeuta ocupacional na intervenção de forma a proporcionar ao indivíduo a retoma do desempenho ocupacional diário, através do uso de estratégias e do engajamento nas ocupações significativas contribuindo para o seu bem-estar e qualidade de vida e minimizando as consequências acima referidas. É importante concentrar no que é possível fazer, procurar ocupações alternativas por meio das quais possam ser exploradas aprendizagens e competências que proporcionem o equilíbrio ocupacional, através da reorganização das rotinas diárias, restituição de recursos cognitivos, gestão do tempo, realização de atividades significativas, sejam elas pessoais ou sociais, para que se alcance a satisfação e esperança dos utentes e da sociedade em geral.
A todos os profissionais de saúde em geral e aos Terapeutas Ocupacionais em particular que tiveram de encontrar formas de se reinventar e de sobreviver às condições pandémicas, louvamos a capacidade para a partilha de experiências e a diálogo entre si, em benefício da funcionalidade, autonomia e eficiência.



Liliana Caetano

Atualmente
Finalista no curso em Terapia Ocupacional - Escola Superior de Saúde – IPLeiria

Colaboradora no Centro Social e Cultural da Paróquia do Souto da Carpalhosa – Lar Padre Jacinto António Lopes

Experiência na área

Estágio na CERCIPOM - Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Pombal

Estágio no Centro de Apoio a Deficientes João Paulo II

Estágio no CHUCB - Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, EPE-Pedopsiquiatria

Estágio na Instituição Raríssimas - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras.

Liliana Caetano (@liliana.caetano) • fotos e vídeos do Instagram Liliana Caetano | Facebook



Liliana